9 de jan de 2008

Janeiro pede saladas

Ora, quanta comida deliciosa neste blog. Mas as meninas estão no inverno europeu. Para nós, que encaramos uma São Paulo muito quente neste janeiro, a pedida tem sido saladas. Meus filhos passaram o mês de dezembro com os avós em Curitiba e imaginem como foram mimados. Resultado: até eles engordaram! Imaginem os pais!
Temos feito algumas misturas de saladas que ficaram ótimas. Enzo descobriu o broto de alfafa, adorou, agora nossas saladas de rucula ou almeirão com cebola incluem este ingrediente crocante e altamente nutritivo. Mas um segredinho: corto o almeirão fininho, quase como couve, e lavo várias vezes, isso tira muito o amargor caraterístico.
Criamos também uma mistura -que lembrei de fotografar- de salada de acelga também cortada em tiras, mas não muito finas, e rabanete. Sim, eu queria que Enzo provasse estes dois ingredientes de saladas típicas japonesas e consegui que gostasse. O rabanete nós ralamos, naquele ralador que faz cenoura ralada, que, aliás, é outro ingrediente. Fica muito bonita e colorida. E, como sempre aqui, vai cebola em rodelas. Fica uma delicia se incluir nozes picadas e uma pitada de alho frito.
Outra salada, a favorita do Gui, meu marido, é de cenoura e maçãs raladas. Simples, mas precisa de um toque de alho para reforçar o sabor. E cebolas e uvas passas escuras para dar cor.
Enzo come as saladas com arroz japonês. Gohan to yasai, como se diz, arroz e verdura. É tudo de bom e a gente nem lembra de carne, até porque nutricionalmente não faz falta.
O tempero tem que ser ao gosto do freguês. Gostamos de limão (rosa, se possível) e azeite, ou aceto balsâmico e azeite. Mas na de acelga confesso que o bom molho inglês (sossu) vai muito bem como substituto.
Os japoneses comem a acelga (hakusai), pepino japonês (kiuri) e o rabanete (aka-daikon) em forma de conserva, chamada de tsukemono. Meu pai é expert no preparo destas conservas por processo de desidratação, então só comecei a fazer quando mudei de Curitiba e não tinha mais o tsukemono dele toda semana. Ele diz que é super simples, mas no fundo eu nunca consegui fazer igual. No entanto, a receitinha básica dele é: cortar em fatias de tamanho indicado para comer com pauzinhos (hashi), nem muito pequeno, nem muito grande e colocar os ingredientes numa bacia com sal, glutamato monossódico (aji-no-moto) e um pouco de gengibre ralado. Misture bem, coloque um prato sobre os ingredientes e por cima algum peso (meu pai usa um pacote fechado de cereal ou açúcar) e deixe lá, para desidratar e "pegar" o cheiro do gengibre (shoga). Achei uma receita na internet que usa wasabi, quem quiser pode tentar, eu prefiro com gengibre. Vai juntar muita água, que você deve depois descartar. A conserva dura alguns dias em geladeira e fica ótima se consumida com arroz branco ou em sanduíches naturais (mas sem maionese). Estas conservas são tão comuns que no Japão é fácil comprar potes de plastico especialmente planejados para isto, que fazem o efeito do peso com uma rosca que pressiona a salada. Quem sabe a querida Lina até tem e depois posta uma foto aqui, com outras receitas.
Abraços e bom janeiro a todos.
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