25 de nov de 2008

A receita que não tem erro...

Fiz uma receitinha daquelas bem fáceis, mas, ai, ai, não ficou nem grande coisa e nem foi tão fácil assim. E ela é tida como uma receita que não tem erro.

Na casa de uma amiga, provei um rocambole de calabresa, gostoso e crocante. Hummm! Achei bem bom e ela disse que era bem fácil de preparar, do jeito que eu gostava, pois usou aquela massa de pastel de rolo, sabe qual é? Então, é aquela. Disse que bastava comprar daquela lingüiça feita em açougue, que é fácil tirar das, blergh!, tripas. Mas é, fazer o quê? Tudo bem. Aqui perto de casa tem um açougue bem limpinho, onde comprei a tal da lingüiça moidinha. Tirei-as das, blerg!, tripas e temperei a gosto. Usei cheiro verde, cebolinha, cebola, sal etc. Abri a massa, num tanto que achei que daria para três pessoas, e intimei os homens da casa para o jantar. Um ligou avisando que não poderia vir, mas que era para eu deixar a parte dele guardada e fácil de esquentar. haha. O outro chegou morrendo de fome e eu o acalmei dizendo que prepararia a fácil iguaria enquanto ele tomava banho, bem rapidinho.

Lembro-me de ter guardado a receita na cabeça direitinho. Não sei, talvez minha 'caixola' não seja mais a mesma -- venho percebendo que me esqueço de alguns detalhes importantes de algumas coisas.

Abri a massa, coloquei o recheio de calabresa cru, enrolei, besuntei-o de maionese e salpiquei com queijo parmesão. Tudo certinho. Forrei a assadeira com um papel alumínio, para ajudar na limpeza e fui para a sala, esperar uns minutinhos.

Menina do céu, quando voltei lá, depois de vinte minutinhos (tempo recomendado), deparei-me com um rocambole quase que nadando na assadeira. Mas que água era aquela? Ah, jesuscristinho! O que foi que eu fiz? Com certeza, eu deveria ter refogado aquela lingüiça antes de rechear o rocambole -- viu do que fui esquecer? Do principal! Bom, mas a "nhaca" já estava armada e o marido estava com fome, o filho já tinha mandado guardar um prato pra ele e eu não estava a fim de jogar os ingredientes fora e inventar outra coisa. Dizia a mim mesma: burra, burra, burra, por que insiste em cozinhar se não sabe nem fazer o mínimo? Mas deveria haver um jeito, sempre há. Deixei mais um pouquinho no forno, quem sabe a água não seca? Não secou. Resolvi tirar a assadeira do forno e jogar a água fora. Que cena! O papel alumínio estava completamente grudado na parte de baixo do rocambole, não desgrudava de jeito nenhum. Simples, segurei o papel, o rocambole ficou meio pendurado e assim consegui jogar a água fora. A-ha! Agora sim. Voltei-o para o forno e pensei: tudo ficará bem e seco.

Olha, garota, só pra resumir, o tal rocambole de vinte minutos ficou mais de uma hora no forno e não saiu muito legal, não. A lingüiça até assou, mas a tal massinha do pastel ficou molhada por dentro e com uma aparência não muito bonitinha. Meu marido perguntou: que coisa estranha é essa aqui dentro. Ah, querido, essa receita não ficou muito legal, a massa de pastel ficou mole por dentro, jogue essa parte fora e coma o resto, atenha-se ao recheio. Fome é uma beleza! E ele, coitado, acabou comendo -- tudo bem que comeu com um pouco de medo, até eu fiquei --, mas comeu. Verdade seja dita, teve que completar a alimentação com um lanche, mas tudo bem. O filho chegou mais tarde e o rocambole já estava mais sequinho. Comeu um pedacinho, disse que "até" que estava bom e partiu para outra comida. No final, eu olhava entristecida para aquele rocambole que não deu certo, mas que "até" que ficou bom. O que havia dado errado?

No dia seguinte, a funcionária chegou doida para comer o tal rocambole, tamanha propaganda eu havia feito. Fui sincera contando que errei em alguma parte do preparo (embora ainda não saiba qual) e que o resultado não fora dos melhores. Pois ela comeu e gostou. Comeu tudo, e no dia seguinte!

Embora eu tenha passado por esse percalço culinário, não desista dessa receita, porque ela é muito saborosa quando preparada da maneira correta. ;)

Postado by Palpi
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