23 de mar de 2009

O que o chocolate tem?

A Páscoa é uma das festividades mais esperadas por aqueles que adoram chocolate e querem uma oportunidade para consumi-lo sem culpa. Definitivamente, este alimento é um dos mais desejados entre adultos e crianças, e já foi considerado o grande inimigo das dietas, mas a boa notícia é que, se consumido com moderação, o chocolate está longe de ser um vilão para a saúde.

Até para quem sofre de intolerância à lactose e os celíacos (alérgicos ao glúten) podem consumir o chocolate de alfarroba e o chocolate de soja, alternativas encontradas nas lojas da rede. Já para os diabéticos há também alternativas sem adição de açúcar.

A alfarroba é uma vagem que, após a trituração e torrefação, resulta numa farinha, utilizada como substituta do cacau e com amplas vantagens. Tem apenas 0,7% de gordura, além de ser rica em fibras e não conter cafeína. Seu sabor é similar ao do chocolate amargo. Este produto pode ser encontrado em barra, pó, bombons, gotas e ovos de Páscoa. É indicado para celíacos, pessoas com intolerância à lactose e se for sem adição de açúcar, para diabéticos. "A alfarroba é um alimento saudável e não possui qualquer agente alergênico, é uma alternativa para quem sofre de restrições ao leite e ao glúten", indica a nutricionista da rede Mundo Verde, Flávia Morais. A rede de alimentos naturais é uma opçã para quem tem restrições na alimentação. 

O chocolate de soja é um chocolate 100% vegetal, feito com extrato de soja, sem lactose ou glúten. Disponível em bombos, barras e ovos de Páscoa, esta guloseima é especialmente indicada para pessoas com intolerância à lactose e celíacos. A versão sem açúcar do produto pode ser consumida por diabéticos. Seu valor calórico é inferior ao do chocolate tradicional e ao dietético. No chocolate de soja o leite é substituído pelo extrato de soja, mas sem que o chocolate perca seu sabor.

O chocolate diet é tradicionalmente consumido por diabéticos, mas muitas pessoas começam a consumi-lo, pois associam a ausência do açúcar ao baixo teor calórico, o que na verdade é um grande erro. Nesse tipo de chocolate a adição de gordura é superior ao chocolate normal, para garantir consistência. “Se você não é diabético, prefira o chocolate convencional em pequenas quantidades ao diet, que na maioria das vezes tem valor calórico e quantidade de gordura superior e o sabor inferior ao convencional”, sugere a nutricionista.

Também é muito importante alertar que a pessoa que possui qualquer tipo de restrição em relação aos ingredientes utilizados nos chocolates – sejam diabéticos, celíacos ou intolerantes à lactose –, devem sempre ler atentamente a lista de ingredientes da embalagem, para certificar-se de que o produto que está sendo adquirido é realmente adequado à sua necessidade.

Apesar das calorias, a iguaria traz benefícios para a saúde e agiliza o raciocínio. Para aproveitar o que há de melhor na guloseima, é preciso saber a composição dos diferentes tipos de chocolate.

O chocolate é composto de massa de cacau, sacarose, manteiga de cacau, aromatizantes e outros ingredientes como leite, passas, castanhas e amêndoas. Contém ainda alguns minerais, como ferro, potássio, cobre, manganês e magnésio. A grande quantidade de gorduras saturadas presente no alimento pode aumentar os níveis de colesterol no organismo e interferir na balança, se consumido em excesso.

Mas quando consumido moderadamente, o chocolate traz benefícios para a saúde. Principalmente o chocolate amargo, com menos açúcar e sem leite, devido à presença de flavonóides, faz bem ao coração. Segundo estudo da Universidade do Estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, o consumo desses elementos é capaz de retardar em até 8% a oxidação do colesterol ruim (LDL), que é um dos fatores responsáveis pela arteriosclerose. Em outras palavras, os flavonóides estão associados à diminuição do risco de doenças e ataques do coração.

Fonte ainda de cafeína e teobromina, o chocolate atua como estimulante e agiliza o raciocínio. Além disso, aumenta a produção da serotonina, hormônio responsável pela sensação de bem-estar, ajudando a combater a ansiedade e a depressão. O ideal é ingerir a guloseima de manhã ou no início da tarde, quando o corpo precisa de mais energia.

O chocolate branco é feito com manteiga de cacau e, por isso, tem mais calorias do que o escuro, que é feito apenas com o cacau. Para balancear os exageros cometidos na Páscoa, a nutricionista recomenda beber pelo menos dois litros de água por dia. Também é indicado optar por um cardápio leve e balanceado, com cereais integrais, frutas, verduras e legumes orgânicos, longe de frituras, doces, refrigerantes e bebidas alcoólicas. A atividade física é sempre uma boa aliada no controle e combate aos excessos.

O QUE CADA CHOCOLATE TEM:

  • Chocolate ao leite: A massa de cacau é substituída em parte por leite em pó, produzindo um gosto mais adocicado.

  • Chocolate branco: Contém manteiga de cacau, açúcar e leite, mas não leva massa de cacau. É o mais calórico dos chocolates.

  • Chocolate amargo: Em geral, é de alta qualidade. Tem grande índice de massa e manteiga de cacau, pouquíssimo açúcar e não contém leite. É bastante rico em polifenóis e também o menos calórico, por isso, é o mais saudável entre os chocolates tradicionais.

  • Chocolate em pó: É bastante usado em receitas. É feito de amêndoa de cacau, sem a manteiga. Pode ser amargo (recebe o nome de cacau em pó), meio amargo e doce. Não deve ser confundido com achocolatados (chocolate, leite em pó e açúcar).

  • Chocolate para cobertura: Tem alto índice de manteiga de cacau, que lhe dá a propriedade de derreter com facilidade. Na culinária, ele facilita o acabamento e o brilho nas coberturas. É comercializado em três tipos: meio-amargo, branco e comum (leite).

  • Chocolate hidrogenado: É feito com a gordura hidrogenada em substituição à manteiga de cacau. É um produto mais barato, que derrete mais facilmente. Só que o sabor e a textura são inferiores aos dos chocolates feitos com manteiga de cacau. É tão calórico quanto os outros chocolates.

  • Chocolate diet: É feito de massa e manteiga de cacau, leite em pó integral, soro de leite e edulcorantes. Para compensar a falta de açúcar, ganha maior dose de gordura. É mais recomendado para quem sofre de diabetes.

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