20 de jan de 2010

Hábitos domésticos que podem deixar você doente: a cozinha

Ainda sobre hábitos domésticos que podem deixar sua família doente, na versão cozinha!

  • Não higienizar nem trocar a esponja de cozinha: úmida (e não raro com restos de alimentos), os especialistas a chamam de "hotel cinco estrelas" para as bactérias mais perigosas, aquelas capazes de transmitir diversos tipos de intoxicação alimentar. A orientação é higienizá-la no final do dia - e todos os dias. Mas não se assuste, o processo é simples: ferver água suficiente para cobri-la, desligar o fogo e colocar a esponja dentro, deixando-a de molho por, pelo menos, cinco minutos. Algo que as mães acostumadas a esterilizar mamadeiras fazem há tempos. Mas, note, mesmo assim, é preciso trocá-la regularmente, no máximo a cada mês, independente do estado dela.

  • Estender o pano de prato úmido em cima da louça limpa: esta me pegou de surpresa. Minha pia fica sob uma janela muito bem ventilada e ensolarada e eu costumava estender o pano bem assim, sobre a louça. Mas os especialistas contam que um simples paninho pode acumular um milhão de bactérias a mais que uma tampa de vaso sanitário de banheiro público (ugh!) porque, além de estar contaminado por resíduos de alimentos, ele é muito manipulado durante o processo de secagem da louça. Se ele estiver úmido, pior ainda. No pano seco, as bactérias duram 24 horas. No úmido, 48 horas. Para evitar esta contaminação cruzada, dos alimentos por bactérias dos panos úmidos, o conselho é descartar o pano de prato logo após o uso, deixando-o, de preferência, numa solução de água sanitária diluída, até o momento de ser lavado. E só voltar a reutilizá-lo quando ele estiver seco. Admito, não é fácil, ainda mais para quem mora em apartamento e tem pouco espaço para secar roupa, mas vale o esforço.

  • Deixar alimentos fora da geladeira: da pizza no forno para comer na manhã seguinte ao hábito de não guardar comida ainda quente na geladeira. A mania de deixar a comida da família à temperatura ambiente pode resultar em quadros de intoxicação, com sintomas como diarreia, vômito e febre. Segundo especialistas, nenhum tipo de alimento deve ficar exposto, sem refrigeração, por mais de duas horas. Lembrei de uma entrevista que vi uma vez no Jô Soares, com um especialista no assunto. O Jô, indignado com as dicas, começou a elocubrar sobre o "cheiro" da geladeira do cara. Natural, né? A indicação é de, além de guardar os alimentos na geladeira logo após o consumo, deixar os potes destampados. A explicação: "O vento gelado fabricado pelo refrigerador tem a função de roubar o calor do alimento. Porém, a tampa funciona como uma barreira. O alimento fica numa espécie de estufa, e continuará quente por muito tempo. Nessa situação, a multiplicação das bactérias ocorrerá da mesma forma". Então, a dica é tampar os alimentos duas horas após tê-los levado à geladeira.

  • Não limpar os filtros de água:  não importa se é filtro de água das antigas, moderninho ou apenas recipiente acondicionar ou gelar para água mineral, não adianta usar um aparelho para eliminar os resíduos da água se ele próprio não estiver esterilizado.

  • Usar utensílios de madeira: com o uso aparecem fissuras nas colheres e tábuas e as bactérias se instalam. Os micro-organismos grudam na madeira, e não são eliminados nem sob o sol, nem com água sanitária. A surpresa é que as tábuas de plástico não são tão mais seguras. A sugestão é usar use talheres de alumínio (eu sei, eles estragam as panelas...) e tábuas de vidro para cortar os alimentos.

  • Retirar a formiga do açucareiro e utilizar o açúcar. Quem mora em São Paulo vai entender bem nisso, porque aqui os lares são invadidos por formiguinhas quase invisíveis no verão - em Curitiba, onde moram meus pais, a variedade é outra, maiorzinha e mais fácil de detectar a olho nu. Mas, independente da "variedade", elas são um meio de transporte das bactérias: do lixo, ou do chão, até os alimentos. Podem provocar todos os tipos de intoxicação alimentar. Se apareceu formiga, infelizmente, a sugestão é descartar o alimento.


E você, tem dicas de cuidados com o lar que podem ajudar a prevenir a saúde da família? Compartilhe conosco!
Postar um comentário

Quem cozinha e conversa?

O blog surgiu da vontade de falar de comida, bebida e alimentação saudável, coisas que estão sempre em pauta na nossa cozinha, nos reuniu desde 2009 numa conversa online, como fazia com os papos nas cozinhas de amigos e os eventos deliciosos de gastronomia dos quais este blog tem participado. Tudo isso está aqui, temperado pela vontade de trocar ideias e aprender. Se você também gosta de um papo de cozinha, puxe uma cadeira e junte-se a nós.

E se quiser conversar com a gente: cozinhaconversa@gmail.com

Google+ Badge

Siga-nos no Twitter @conversacozinha