21 de mai de 2010

´Estudo inédito indica que consumo do grão é mais frequente em confraternizações, mas metade da população o acrescentaria em dietas nutricionais

Amendoim pidcado, foto de Sam Shiraishi @samegui | todos os direitos reservados

Com o objetivo de trazer novos conhecimentos sobre o consumo de amendoim no país, sua relação com fatores ligados à saúde e subsidiar as indústrias do setor, a Abicab (Associação Brasileira da Indústria de Chocolate, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados) encomendou ao IBOPE uma pesquisa de opinião com representantes da classe médica, formadores de opinião e cidadãos acima de 16 anos.

O resultado apontou formas de consumo preferidas, locais, ocasiões, conhecimento dos valores nutricionais, componentes e benefícios da semente para a saúde. Um dos dados gerados pelo levantamento, por exemplo, é que o consumo da semente está muito relacionado a situações de prazer, confraternização, sociabilidade, que a maioria dos brasileiros o considera benéfico, e, ainda, metade da população concorda que o amendoim poderia fazer parte de uma dieta nutricional.

Porém, o que o faz ser escolhido entre outros alimentos do gênero é o sabor: 63% da população afirma consumi-lo por ser saboroso, 23% por achá-lo barato e 10% por considerá-lo saudável. Quem mais cita o sabor como preferência são os consumidores da região Sudeste (68%) e Sul (65%). Já a questão do preço baixo é mais citada pelos moradores do Nordeste (37%) e menos pelo Sul (9%).

Outra constatação da pesquisa é que as pessoas ainda se confundem com os conceitos de saturada e insaturada. O amendoim é rico em gorduras insaturadas, a chamada "gordura boa", sendo que o total de óleo presente no grão, apenas 18%, é gordura saturada, enquanto 82% é insaturada. Além da presença desse lipídio - que traz como principais benefícios sua função antioxidante e de proteção cardiovascular - o estudo mostra ainda pouca ciência por parte dos entrevistados sobre outros componentes benéficos da oleaginosa. O amendoim é altamente energético, rico em proteínas, vitaminas B3 e E, ômega 3 e 6, potássio, fósforo, magnésio, ácido fólico, zinco, ferro, cobre, cálcio, selênio e fibras alimentares, podendo ser considerado um alimento completo e funcional, se consumido em porções adequadas.

E a lista de vantagens oferecidas pela leguminosa é maior ainda. Por conter os bons nutrientes citados acima, acrescentar o grão na alimentação diária pode ajudar a melhorar o metabolismo, a fertilidade, a saúde cardiovascular, a regeneração nervosa, aumentar o colesterol bom, regular o trânsito intestinal, prevenir câncer do colo do intestino, fortalecer o sistema imunológico, controlar a anemia, participar da reconstrução da medula óssea, reduzir stress, radicais livres, entre outros ganhos para a saúde.

Contrariando também a ideia de que o amendoim deve ser evitado por quem faz dieta de baixas calorias, o alimento pode até ser um aliado em regimes de emagrecimento, pois ajuda a retardar a absorção de gorduras e açúcares, além de promover a sensação de saciedade. Já para os diabéticos, o amendoim é recomendado como auxiliar nas dores dos membros inferiores.

Porém, de acordo com a análise, o amendoim não costuma ser receitado pela classe médica. Devido ao seu teor energético e o risco de contaminação por aflatoxinas, médicos e nutricionistas preferem indicar outros alimentos aos pacientes. Quanto à preocupação com a substância tóxica, Renato Fechino, vice-presidente do setor de amendoim da Abicab, esclarece que é muito importante o consumidor se manter atento à existência do selo Pró-Amendoim nas mercadorias que compra.

"O Selo de Qualidade Certificada Pró-Amendoim já está presente em mais de 55% dos produtos comercializados e isso permite ao consumidor brasileiro optar por alimentos de alta confiabilidade, pois o processo de fabricação e a procedência são devidamente atestados", afirma Fechino.
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