13 de abr de 2011

Álvaro, um grande professor na minha vida

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Ontem estivemos num café da manhã, no MAM. Foi maravilhoso tomar café, com a presença de amigos, olhando para a OCA numa manhã linda de outono, onde o sol radiante e o ar fresco da manhã nos faz agradecer a Deus pela vida. Mas o objetivo do café, não era aproveitar o Ibirapuera e suas belezas naturais e arquitetônicas. O evento marcou o início da nova campanha de mobilização da sociedade civil em prol da valorização dos professores, que faz parte das metas do movimento Todos Pela Educação. Para quem ainda não conhece, vale a pena clicar no hiperlink ao lado e dar uma zapiada no site, mas o grande desafio do movimento é mobilizar as pessoas para que em 2.022, ano em que iremos comemorar o bicentenário da Independência, também possamos comemorar o acesso irrestrito de todos os brasileiros a uma escola pública e de qualidade.
A proposta de ontem, era para que nos lembrassemos de como um bom professor pode fazer a diferença na vida das pessoas.
Para mim, falar sobre os professores é algo que tem uma conotação dupla e meio complexa, porque tanto o meu pai como a minha mãe trabalharam a vida toda com educação, seja ministrando aulas ou como gestores de políticas na área.
Um professor muito querido de quem eu nunca vou esquecer foi o Prof. Álvaro. Ele ministrava aulas de Geografia na 5a. série, quando estudei em Botucatu no idos de 1983 (alías, a minha tia Norma, irmã mais velha do meu pai era diretora da escola). Albino, quase não enxergava direito, mas fazia da sua dificuldade uma alavanca para o sucesso. Dominava o conteúdo como poucos que conheci, tanto que ainda me lembro da sua voz, de algumas frases que proferia, para exemplificar suas preleções, mas principalmente me lembro de como se impunha perante a classe para dominar o "rebanho" que adorava se prevalecer da sua deficiência. Como não conseguia controlar as colas, estabelecia sua nota através da média pesando a prova escrita, a prova oral que aplicava a qualquer momento, de sopetão mesmo. Apontando a BIC verde para o felizardo, fazia a pergunta e anotava numa caderneta um valor para cada resposta que o aluno dava (sempre valorizava a resposta e fazia com que todos participassem daquele momento de glória, seja corrigindo, seja aplaudindo). Era uma festa. O terceiro critério de avaliação era uma palestra que um grupo de 3 a 4 alunos tinha que proferir para a classe sobre um assunto que ele determinava. Certamente ajudou muita gente a se comunicar em público, fez com que aqueles que pensavam em burlar as leis e tirar notas mais altas com subterfúgios tivessem que se dedicar ao estudos, mas principalmente nos ensinou de que nunca devemos nos entregar. Por isso, eu acredito que a grande revolução que o nosso Brasil precisa é essa. Um grande professor, motivado, respeitado e valorizado pela sociedade, faz a diferença.


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