5 de ago de 2011

Soja marrom desenvolvida pela Embrapa aumenta em 30% o valor protéico do prato

"Segundo a Embrapa, o feijão que você adora vai ficar melhor: foi desenvolvida a soja marrom, para ser misturada a ele, sem alterar-lhe o sabor. Só que o valor nutricional vai aumentar 30%. http://goo.gl/Z3FYQ"

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Vi na fanpage de BatavoNaturis (produtos de soja, que uso muito por conta da minha intolerância à lactose) e gostei demais. Repito parte do artigo que pode ser muito interessante, tanto para quem precisa repor cálcio quanto para quem precisa reforçar os hormônios.
A nova tecnologia, a cultivar BRSMG 800A, permitirá que o consumidor misture a soja com o feijão sem interferir no aspecto visual e nem no sabor, além de aumentar cerca de 30% o valor protéico do prato.
“Pela dificuldade que os ocidentais têm em introduzir a soja em sua alimentação, busquei em meus trabalhos de melhoramento genético uma alternativa de consumo de soja mais popular para o brasileiro. Passei a procurar uma soja com tegumento (coloração) mais escuro e que visualmente pudesse se aproximar do feijão. Assim desenvolvemos a soja marrom”, explica o pesquisador Neylson Arantes, da Fundação Triângulo.
O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro (IFTM) realizou testes sensoriais para avaliar o desempenho da BRSMG 800A, em termos de textura, sabor, cor e aparência. Para isso a soja marrom foi elaborada como feijão tropeiro e também misturada ao feijão carioquinha. O IFTM fez testes misturando - em proporções de 10 a 50% - a soja marrom ao feijão carioquinha. “A pesquisa mostra que a mistura proporcional de 50% entre a soja e o feijão pode aumentar em 30% o valor protéico do prato e ainda garantir um sabor agradável”, explica o pesquisador da Embrapa Soja, Vanoli Fronza.

A pesquisadora da Epamig, Ana Cristina Juhász, explica que a Epamig esteve presente no desenvolvimento da cultivar e também está atuando na transferência da tecnologia, principalmente por intermédio de testes de degustação em escolas, eventos, universidades e supermercados. “Em um supermercado de Uberaba, 819 pessoas degustaram a soja marrom preparada com caldo de feijão: 80% das pessoas disseram que certamente comprariam o produto; 13% informaram que provavelmente comprariam e 7% disseram que talvez comprariam o produto. Com esses resultados, percebemos que o caldo da soja marrom misturado ao feijão tem uma excelente aceitação do público”, conta.
Em termos agronômicos, a BRSMG 800A apresenta potencial produtivo compatível com a média de outras cultivares de mesmo ciclo presentes no mercado. Além disso, possui resistência às principais doenças da soja. A nova cultivar é do grupo de maturidade 8.0, apresentando ciclo médio, em Minas Gerais, região para onde é indicada.
A Embrapa, a Epamig e a Fundação Triângulo estão negociando com seus parceiros para que a comercialização da soja marrom – já pronta para consumo - chegue às gôndolas dos supermercados em breve, com o nome comercial Nutrisoy e com o selo de identificação Soja de Minas.
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