6 de dez de 2012

Bisfenol A, composto que deixaria crianças e adolescentes rechonchudos


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Associado a problemas graves como o câncer, o bisfenol A é criticado há anos. Ele está presente naquele copinho de plástico no qual você toma o cafezinho depois do almoço ou no meio do expediente e igualmente em algumas mamadeiras de bebês. Em contato com o calor, certos plásticos podem liberar a substância que faz mal para saúde.

"Presente no revestimento de latas, em embalagens e utensílios plásticos e até em alguns tipos de mamadeira, o bisfenol-A ganha o corpo pela boca e, no organismo, atua nos receptores do hormônio feminino estrogênio, simulando sua função", esclarece a endocrinologista Marise Castro, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem- SP). E aí, claro, o desequilíbrio se instala. Ainda não há provas definitivas para condenar os recipientes que liberam bisfenol-A. Por via das dúvidas, uma série de empresas multinacionais vem tomando providências para banir o composto potencialmente nocivo de seus produtos.

Eis que surge uma nova acusação contra a substância: promover a obesidade infantil. Pesquisadores da americana Universidade de Nova York analisaram as taxas dessa molécula na urina de mais de 2 800 voluntários entre 6 e 19 anos e descobriram que 22% dos jovens com altas doses de bisfenol A no xixi eram obesos.  
"O artigo é importante, porque abrange um número grande de indivíduos", reitera a endocrinologista Tania Bachega, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Não que o composto engorde por si só, mas ele talvez contribua para o crescimento da barriga por desregular os níveis de alguns hormônios. 

Onde encontramos o bisfenol A?

Já se sabe que ele pode estar em brinquedos, embalagens de alimentos, garrafas e em todos os plásticos que contenham uma substância chamada de policarbonato. A questão é que não há nenhuma lei que obrigue as empresas a mostrar, nos rótulos, se o produto contém ou não bisfenol A. No ano passado, entretanto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, proibiu o uso desse químico na fabricação de mamadeiras.

Pode ser pior! Um trabalho da Universidade Penn State, nos Estados Unidos, observou a exposição de gestantes a esse material e, depois, a saúde respiratória de seus rebentos até os 6 meses de idade. Resultado: os filhos de mãe com contato frequente com a molécula nociva à saúde apresentaram um risco duas vezes maior de sofrer com a asma.
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