28 de jan de 2013

Reeducação Alimentar não significa regime


"As doenças decorrentes dos maus hábitos alimentares vêm aumentando ano após ano no mundo todo. Felizmente, é possível evitar esse problema. A reeducação alimentar está totalmente ligada a uma nova forma de compreensão do excesso de peso. Pensar, Sentir e Agir conscientemente pode transformar efetivamente o “auto-olhar”, promovendo reeducação e organização da vida em sua integralidade."

Li este trecho acima num texto da psicoterapeuta especializada em Psicossomática,  Programação Neurolinguistica Priscila Recco, que explica que reeducar a forma de se alimentar não significa regime.

“Aprender a resgatar o verdadeiro sentido da comida, que é nutrir, é o caminho para uma vida saudável sem excessos” 

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Segundo ela, quando alguém emagrece e volta a ganhar mais peso do que havia perdido, é comum responsabilizar um agente externo, como um remédio, um acontecimento ou um determinado tratamento que não tenha dado certo. “Isso é muito frequente em quem faz dietas, porque muita vezes, ocorre certo desequilíbrio. Quando  se inicia um processo de emagrecimento de fora para dentro é muito provável que essa pessoa perca peso e na sequência a paciência e a tolerância, logo depois, uma quantidade considerável de massa muscular”, explica Priscila.

O músculo, em quadros de tensão e intolerância, ao contrário do tecido adiposo, é metabolicamente ativo. Quanto maior for a massa muscular, maior o gasto metabólico basal, que é a quantidade de energia consumida pelo organismo para manter as funções vitais.

Esse gasto metabólico basal geralmente representa mais da metade do total de calorias queimadas pelo organismo. Essa é a principal explicação para o chamado “efeito sanfona”. Dieta rigorosa leva a perda de músculo, que leva à diminuição de gasto metabólico basal, que leva a um peso maior que o registrado antes que iniciasse a dieta.  Preso neste ciclo vicioso das dietas, o excesso de peso do paciente tende a se tornar cada vez mais grave.

Quando ocorre uma verdadeira mudança, e o olhar para a causa da obesidade deixa de ser um fantasma, é possível emagrecer efetivamente sem fome, sacrifício, sem irritabilidade e sem o “efeito sanfona”, comum em emagrecimentos de fora para dentro. “Nosso corpo apenas sinaliza o que precisa ter um olhar mais atento e amoroso”, explica a especialista.

Normalmente, a obesidade esconde pensamentos automáticos que alimentam a tristeza, angústia ou mesmo estados depressivos. Estes sintomas são meros resultados, avisando que a postura e linha de pensamento estão gerando um malefício. “Esses sentimentos e sensações não se alimentam de chocolates, doces e excessos de massas e salgados. É preciso saber o que se quer esconder atrás da obesidade ou que crença é essa que dá suporte a necessidade de ingerir comidas tão calóricas? Através dos pensamentos, é possível mudar essa realidade e viver em plenitude”, sugere Priscila.

O verdadeiro controle das emoções está na firmeza, na segurança, e, portanto, no autoconhecimento. “De posse de sua própria vida, você certamente emagrecerá o quanto desejar, e nunca mais voltará a ganhar peso, porque terá as rédeas da vida em suas mãos e não em mãos terceirizadas”, conclui a especialista. 
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