27 de jul de 2013

Tapioca salvando a dieta de atleta!

Mesmo com uma dieta saudável, algumas pessoas podem apresentar reações adversas ao ingerir alguns alimentos. Estima-se que mais de 20% da população de países industrializados, assim como o Brasil, sofram de intolerância alimentar ou desenvolvam um tipo de alergia a determinados alimentos, segundo o artigo The Differential Diagnosis of Food Intolerance, publicado na revista científica da Associação Médica Alemã.

Desde que encarei meu incômodo com leite com seriedade, confirmando a intolerância à lactose e mudando minha dieta, minha vida mudou.

Esta experiência pessoal me veio à mente quando li sobre a dieta da atleta Poliana Okimoto, que acaba de ganhar o ouro na prova de 10km das maratonas aquáticas do Mundial de Barcelona - e ela ganhou também a prata nos 5km e o bronze por equipes.




Poliana mudou radicalmente sua dieta depois de fazer exames e detectar algumas intolerâncias sérias que comprometiam sua saúde cotidiana.
Exames pedidos por sua nutricionista acusaram intolerância a dez alimentos, como glúten, açúcar, feijão, abacate, fermento e chocolate. A principal fonte de carboidrato da campeã mundial agora é a tapioca. Aonde quer que viaje para competir, a nadadora leva o "kit tapioca": grelha, frigideira, fogareiro, peneira e o valioso pó para preparar o prato. O resultado de todo esse esforço se traduz em energia redobrada. "Dá um trabalhão preparar a tapioca, mas na hora da prova, graças a essa dieta, eu me sinto outra pessoa nadando."

Como detectar possíveis intolerâncias?

"Devido à dificuldade de digestão a determinado nutriente, pela ausência das enzimas necessárias, o organismo desencadeia processos inflamatórios causando, por exemplo, azia, aftas, gastrite, diarreia, dores e rigidez nas articulações, dermatites, queda de cabelo, enxaqueca, fadiga, ganho de peso e até depressão. Diferente da alergia que se manifesta imediatamente, a intolerância pode levar dias, meses ou anos para apresentar os sintomas."
É o que explica o médico patologista clínico Guilherme Ferreira de Oliveira, que também orienta sobre o teste que detecta esta indisposição. O exame utiliza a metodologia Microarray, com a coleta de sangue comum, sendo necessário estar em jejum de 12 horas, seguido de análise da concentração de imunoglobulinas G específicas (IgG). Com ele é possível detectar simultaneamente, com apenas uma amostra de sangue, o nível de anticorpo produzido pelo organismo contra até 221 alimentos, como peixes, frutas, grãos, ervas, carnes, nozes, castanhas, vegetais, leite e seus derivados.

"Antes era muito difícil fazer esse diagnóstico através da tentativa e erro, em que o médico ia retirando determinados alimentos da dieta para testar. Esse método poderia levar anos sem atingir um objetivo claro. Agora, se de 221 alimentos o exame consegue isolar cinco, será possível fazer um tratamento mais direcionado, retirando da sua dieta aqueles alimentos que estão causando problemas”, afirma o médico.

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