23 de set de 2013

Das 10 principais causas de desmatamento no mundo, sete são diretamente ligadas à alimentação!

Recebemos um levantamento do grupo Allianz (apontado como o mais sustentável do setor de seguros, segundo a análise anual do Dow Jones Sustainability Index - DJSI) e que trazia dados que imediatamente relacionamos aos nossos papos de cozinha.

Aproveitando o Dia da Árvore, a Allianz levantou uma lista de 10 ações humanas que são as grandes causadoras do desmatamento no mundo, sugerindo que a divulgação dessas informações pode ajudar na conscientização sobre a importância da preservação da natureza como mantenedora da vida.

Vejam como várias delas são ligadas à nossa alimentação:

Incêndio: O fogo libera dióxido de carbono e nuvens de fuligem que podem atrapalhar as chuvas. Mas a exploração madeireira , o crescimento populacional e expansão urbana fazem as florestas mais vulneráveis ​​a incêndios. Na imagem, índios do Parque Nacional do Xingu, no Mato Grosso, inspecionam restos área queimada perto de sua reserva para dar lugar à agricultura.



Expansão agrícola: Agricultura em grande escala é o principal fator econômico por trás do desmatamento. Na foto, trabalhadores colhem soja em Nova Mutum, Mato Grosso. O Brasil fornece em torno de 34% das exportações globais de soja, boa parte para a produção de ração animal, o que nos leva ao próximo problema.



Pecuária: Melhorar a condição de alimentação da população é bom, mas o aumento dos padrões de vida tem expandido a demanda local e global para carne. Por sua vez, a demanda por pastagem e terra para cultivar alimentos para animais tem aumentado também. O Brasil é o maior exportador de carne bovina in natura do mundo. Foto: Gado pasta em meio aos restos de uma floresta queimada nos arredores de Boa Vista.



Produção de óleo de palma: Indonésia e Malásia fornecem mais de 80% do óleo de palma do mundo. O óleo de palma extraído de plantas cultivadas em terras desmatadas é transformadas em biocombustíveis e tem uma emissão de carbono cinco vezes maior do que o diesel, diz o Global Canopy Programme. Foto: Ao longo da última década, a área plantada com dendê na Indonésia quase triplicou, como na província de Kalimantan, região central do país.



Fazendas de camarão: Os agricultores comerciais estão limpando florestas e drenando os mangue que abrigam muitas espécies única, para dar lugar a fazendas de camarão. Mangues costeiros são particularmente vulneráveis ​​aos impactos das mudanças climáticas, como o aumento dos níveis do mar e secas. Foto: Trabalhadores carregam camarões em uma fazenda de camarão, no oeste de Kuala Lumpur, na Malásia.



Exploração ilegal de madeira: O corte de madeira ilegal é uma das principais causas do desmatamento. No Brasil e na Indonésia, entre 80 a 90% da extração da madeira é considerada ilegal. De acordo com a WWF, até 28% das importações de madeira feitas pelos países europeus podem ser ilegais. Entretanto a extração seletiva e regular de madeira bem regulada, não é, necessariamente, um gatilho do desmatamento. A expansão da plantação florestal pode fornecer uma alternativa à madeira ilegal e reduzir a pressão sobre as matas nativas.




Mineração: A mina de ouro a céu aberto gigante domina a paisagem na floresta em uma província, na Indonésia. Muitas áreas de florestas são ricas em minerais e, portanto, vulnerável ao desmatamento. A Bacia do Congo, por exemplo, têm vastas reservas inexploradas de ouro, coltan (usado em telefones celulares), diamantes, urânio, manganês e cobre.




Construção de estradas: A construção da Rodovia Interoceânica ligando Peru e Brasil corta uma faixa através da selva amazônica. A construção de estradas é o desenvolvimento de infraestrutura que mais contribui para o desmatamento, porque as estradas incentivam a imigração e a expansão da agricultura em detrimento das florestas, especialmente em áreas remotas, onde os direitos de propriedade não são claros.





Produção de carvão vegetal: Produção de carvão vegetal como motor do desmatamento ocorre principalmente nas florestas da África subsaariana, onde a pobreza leva muitas pessoas a cortar as árvores como combustível para cozinhar. O carvão vegetal feito a partir de árvores de madeira de lei é o mais valioso, porque queima mais quente e mais, como mostram os sacos de carvão empilhados ao lado de uma fábrica de carvão vegetal tradicional na Costa do Marfim.



Lenha: Um terço da população mundial utiliza combustíveis de biomassa, principalmente a lenha, para cozinhar e aquecer suas casas, que aliado ao crescimento da população, pode ter um efeito devastador sobre as florestas nos países pobres, como na República Democrática do Congo, onde a produção de lenha para a geração de energia é causa de 80% do desmatamento.




P.S. A companhia foi especialmente reconhecida pelas ações de inclusão financeira, onde fornece seguro para famílias de baixa renda e contribui para fortalecer o sistema segurador em países emergentes, especialmente na África e na Ásia, onde oferece microsseguros para mais de quatro milhões de clientes. O grupo também recebeu destaque pelos processos para identificar futuros riscos ambientais, sociais e éticos no desenvolvimento, o alinhamento da marca com o posicionamento de sustentabilidade, e o gerenciamento proativo de risco e crises. A companhia faz parte do Índice Dow Jones de Sustentabilidade desde 2000. Com o mesmo objetivo, o “Prêmio Allianz Seguros de Jornalismo”, lançado em 2007, homenageia os profissionais e veículos de imprensa que se destacam no tema sustentabilidade, entre outros. Por meio do prêmio, a Allianz contribui para que a sociedade saiba mais sobre o funcionamento do setor de seguros e também das questões relacionadas ao meio ambiente.

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