3 de out de 2013

#vivapositivamente e as boas histórias com Coca-Cola



Quando fui convidada para conhecer a fábrica da Coca-Cola em Maceió, a primeira coisa que lembrei foram dos domingos com o refrigerante na casa dos meus pais e a "vaca preta", combinação de sorvete com coca que eu amava na infância (e ainda gosto bastante). Logo depois, pensei nas críticas feitas à marca por conta do açúcar, do corante e do sódio da bebida. E decidi escrever esse texto sobre a minha experiência com alimentação saudável sem neura.

Eu nunca fui obesa e devo isso a minha mãe, que sempre balanceou bem a alimentação em casa e, quando eu ficava um pouco mais "cheinha", cortava os doces e reforçava as frutas do cardápio. Aos 14 anos, descobri uma alergia à corantes artificiais, principalmente o Tartazina, o que diminuiu ainda mais o meu consumo de "besteiras", como balas, chicletes, gelatinas, bolachas… e refrigerantes. Todas as Fantas e "refrigerecos" foram cortados para sempre, mas, felizmente, a Coca e seu "caramelo" não me faziam mal e continuaram a me acompanhar em momentos festivos, como aniversários e macarronadas aos domingos.
Aqui, vale um parenteses, eu vivi durante 2 meses em San Francisco, único lugar no mundo onde quase nada tem corantes - até as jujubas! -, e a concentração de caramelo presente na coca era menor. Sinceramente? Não vi diferença na tonalidade, só no sabor, que era bem mais enjoativo lá.

Voltando para o Brasil, como sou de uma família simples, o refrigerante era, de certa forma, artigo de luxo em casa, 1 garrafa de 1 litro por semana era o máximo que consumíamos em 3 ou 4 pessoas. Quando as coisas melhoraram financeiramente, aumentou para 2 litros, porém, não por muito tempo, já que meu pai sempre preferiu as garrafas de vidro - e, descobri na fábrica, cujo líquido tem menos contato com o oxigenio do que a de plástico. Ainda sobre a visita à Maceió, reencontrei uma antiga paixão: a Sprite em garrafinha de vidro :)

Depois de casada, mantive a tradição de só tomar refrigerantes na casa dos meus pais ou em eventos sociais. Comecei a fazer exercícios físicos, para me preparar para a fase balzaca e viver mais, e, por questões de saúde, decidi cuidar com mais carinho da alimentação, assim como a minha mãe fazia. E isso resultou em mais disposição, beleza - sim, eu gosto do que vejo no espelho -, e saúde, claro. Mas em nenhum momento eu pensei em deixar de comer ou beber o que me fazia feliz. Sim, comida me faz feliz.

Como sempre digo, você é o que come, mas também o que sente, e de nada adianta entrar numa dieta só com coisas que você não gosta de comer, mas se obriga porque "faz bem". O grande desafio é equilibrar o consumo de calorias diariamente, tentando otimizá-lo da melhor forma, sem abrir mão dos nutrientes, mas também do sabor. Comecei a me preocupar mais com o glúten, lactose, açúcar e sódio, procurando produtos mais naturais, o que não quer dizer que eu abri mão 100% dos que têm fórmulas artificiais, até porque eles são maioria nos mercados. 



Felizmente, não sou a única que vivo esse movimento rumo ao mais natural, com menos impactos no meu corpo e no mundo. Na Solar, da Coca em Maceió, vi o imenso trabalho que eles estão fazendo para conseguir a certificação LEED, e ser a primeira "fábrica verde" de refrigerantes na América Latina. Eu já tinha lido sobre os esforços da empresa para consumir menos água na Índia, através da revista Havard Busness Review desse mês, porém, foi uma boa surpresa saber que fica aqui no Brasil, mais especificamente em Jundiaí, a fábrica com o menor consumo de água por litro de Coca, 1,43L. 

"Mas isso não muda a composição da Coca", não muda mesmo. A bebida continua tendo 85 calorias por copo (200ml) e 10 mg de sódio, que representa 1% da quantia recomendada para consumo diário. Da mesma forma, ela continua fazendo parte das minhas lembranças relacionadas à aniversários, domingos em família e sorvete de flocos com espuma e "frozen de refrigerante" no meio. E isso não me faz menos saudável, consciente ou responsável pelas minhas escolhas e corpo.
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