2 de out de 2013

Fábrica Verde: A Coca Cola de Maceió #vivapositivamente



O time do #vivaposivamente foi à Maceió a convite da Coca Coca conhecer sua unidade fabril construída em 2010 sob os critérios e certificações LEED - um sistema norte-americano de certificação de construções sustentáveis.

A concessionária Solar (que surgiu da fusão das empresas Norsa, Guararapes e Renosa) foi a idealizadora e executora das obras. Para se ter uma ideia das dimensões do projeto, a Solar é uma das 10 maiores fabricantes de Coca-Cola do mundo, além de ser a segunda maior engarrafadora do Sistema Coca-Cola no Brasil (atende a região Nordeste, além de Mato Grosso e partes dos estados de Tocantins e Goiás), menor apenas do que a Femsa que atende a região sudeste.

Tenho especial paixão por soluções inteligentes e inovadoras, então conhecer essa fábrica foi uma experiência marcante.



O primeiro critério, que considero o mais importante, foi a escolha do terreno no bairro de Benedito Benides, que abriga aproximadamente 25% da população da cidade, favorecendo o comércio e os serviços locais, além de beneficiar diretamente os moradores da região com a contratação de mão-de obra local, afinal sustentabilidade tem que começar e terminar nos homens, sem esse valor nada se justifica.
Soubemos também que a região onde o bairro está situado é rico em recursos hídricos, o que possibilitou a perfuração de poços artesianos coletando água potável utilizada no processo de elaboração dos carbonatados.

A primeira impressão ao olharmos para as instalações é percebermos a grande preocupação com os espaços externos, dotados de áreas verdes e boa distância entre os blocos, possibilitando a absorção de águas das chuvas, ventilação cruzada e consequente diminuição da "ilha de calor". As áreas para convívio e descaso dos funcionários foram cuidadosamente concebidos, tornando o ambiente da fábrica mais acolhedor e longe das áreas de envase e logística que produzem maiores ruídos. As águas servidas coletadas nas pias dos banheiros e no processo produtivo são reaproveitadas para irrigação dos jardins.

Dentro da linha de produção, notamos uma série de preocupações com as instalações, como o pé-direto alto possibilitando mais facilmente a troca de calor, o que para uma construção situada numa região extremamente quente do Brasil é fundamental, assim como a adoção de paredes brancas que refletem a luz e clareiam os ambientes além da grande oferta de iluminação natural reduzindo a necessidade de iluminação artificial.

Todas as instalações que recebem embalagens estéreis, sejam elas garrafas retornáveis, PETs ou latas de alumínio são hermeticamente isoladas do ambiente externo, isso significa que não existe contato com o meio externo a não ser pela porta de acesso dos operadores e ainda assim, feita através de duas câmaras.
 


 Higiene e envase

Tinha grande curiosidade em conhecer como é feito o processo de lavagem e esterilização das garrafas retornáveis (as de vidro) e pude conhecer in loco. Sempre me perguntei como podemos ter certeza de que as garrafas foram limpas e não carregam em si resíduos tóxicos à saúde humana, afinal nunca sabemos o que pode ter sido despejado nas garrafas antes de voltar para a fábrica, não é mesmo?

A primeira fase do processo de limpeza é a sucção. Máquinas potentes aspiram o interior das garrafas limpando-as de objetos sólidos, como canudinhos, pedrinhas e pontas de cigarro, por exemplo. Depois dessa fase as garrafas passam por uma lavagem com uma solução de hidróxido de sódio que faz a assepsia e remoção de outros elementos químicos. Posteriormente a garrafa é novamente lavada com água quente para eliminar sobras do hidróxido de sódio. Álcool 96° reage quimicamente com o hidróxido de sódio resultando em uma solução básica e inofensiva a saúde, como uma última garantia.



Quando as garrafas saem possivelmente estéreis ao final desse processo de lavagem, seguem por uma esteira que as leva a um escaner equipado com um espectrômetros de alta precisão que analisam o interior das garrafas verificando a presença de qualquer elemento seja ele químico ou sólido, descartando automaticamente aquelas que não estiverem absolutamente estéreis.

Nesta fase as garrafas estão dentro de uma sala hermética, com e temperatura regulada. As garrafas aprovadas seguem na mesma linha para a fase de enchimentos e vedação, todavia antes de receber os refrigerantes, passam por mais um processo de escaneamento interno (por zelo extremo) e outro escaneamento externo, que verifica possíveis quebras no bico e/ou desgaste na pintura dos rótulos. É depois dessa fase que as garrafas seguem para o envase, vedação e verificação final num terceiro processo de escaneamento que tem por finalidade localizar elementos inertes e estranhos no interior da garrafa garantido que não houveram intercorrências durante o processo de envase, para depois seguir para a área de embalagem e logística.



As garrafas PET evidentemente não precisam ser lavadas, porque são moldadas na hora do envase. Para quem nunca viu, aconselho conhecer (aliás é só agendar a sua visita através no fone 0800 021 21 21), porque a segurança é tão grande que as PET são moldadas minutos antes do envase. Pequenos frasquinhos parecidos com tubos de ensaio (aqueles das aulas de química do colegial, lembra ?), são soprados em moldes com o formato da embalagem que irão receber. Depois de moldadas as PET seguem na mesma linha para o envase, vedação, verificação de possíveis vazamentos nas tampas através de um ultrassom. Finalmente um escaner para verificação de elementos estranhos faz a última verificação antes da embalagem e logística.




Rato

Depois de ver como funciona o processo de envase e o cuidado extremo com que os produtos são elaborados, ver como os colaboradores são tratados com respeito e consideração, ver como os processos de controle de qualidade são rigorosos posso afirmar que não vejo o menor fundamento nas recentes denúncias de que acharam a cabeça de um rato ou de outros elementos nas garrafas. Tenho segurança em afirmar minha confiança absoluta ao abrir uma Coca Cola gelada!




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