22 de jan de 2014

Black Power #vivapositivamente

Se a luta pelos direitos humanos deve ser sempre encarada como uma missão de todos, algumas pessoas inspiradoras nos mostram que sempre as boas batalhas, aquelas que são cheias de sentido e providas de caráter verdadeiro frutificam.
Estivemos na sede da Coca-Cola do Brasil no Rio de Janeiro para uma coletiva de imprensa com o Sr. Joe Beasley que é uma das das lendas vivas dos movimentos do direitos civis nos Estado Unidos. Nascido em 1936 (78 anos) no Estado da Georgia, no sul daquele pais, região onde os negros mais foram segregados. Atualmente, preside a Fundação que leva o seu nome e da organização  “Ascensão Africana”, um projeto por ele concebido para criar uma rede de relacionamentos entre descendentes africanos ao redor do mundo e fomentar iniciativas entre os afro-descendentes. Atua também como diretor da Rainbow/PUSH Coalition, uma organização com fins sociais criada pelo líder e ativista dos Direitos Civis, Reverendo Jesse Jackson. No Brasil, ele foi um  dos idealizadores da  Universidade Zumbi dos Palmares, em São Paulo.
    No evento, a Coca-Cola Brasil e a Coca-Cola Foundation, o braço social da Coca-Cola mundial, anunciam em conjunto o investimento de R$ 5 milhões (US$ 2,1 milhões) em projetos de inclusão socioeconômica de afro-brasileiros. Com esse aporte, as ações da empresa envolvendo a população afrodescendente vão impactar diretamente cerca de 100 mil pessoas nos próximos três anos. O investimento tem foco em educação, cultura e comunidade.Entre as iniciativas está a criação do Coletivo Conexão, nova modalidade da plataforma Coletivo Coca-Cola, que vai desenvolver habilidades audiovisuais e fomentar novas formas de comunicação em comunidades de baixa renda. Desde 2009, o Coletivo Coca-Cola impacta positivamente na geração de renda e valorização da autoestima a partir de treinamento técnico, empoderamento comunitário e acesso ao mercado. Com mais de 550 unidades implantadas, de centros urbanos à Floresta Amazônica, em sete diferentes modalidades, o Coletivo Coca-Cola usa a cadeia de valor da empresa para gerar impactos sociais em larga escala para comunidades carentes. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 68% da população dessas comunidades é formada por pretos e pardos.
 

"É inspirador saber que podemos usar nosso negócio para melhorar a vida de milhares de brasileiros. Até hoje, o Coletivo já possibilitou o desenvolvimento de oportunidades para mais de 70 mil pessoas. Com esse novo investimento, vamos ampliar nosso alcance e parcerias nas comunidades. Essa é uma caminhada para fazer a diferença na proporção necessária para um país com o tamanho e a importância do Brasil”, diz Xiemar Zarazúa, presidente da Coca-Cola Brasil.


"O Brasil é uma das nações mais miscigenadas do mundo. Ainda assim, existem profundas disparidades de renda, educação e emprego", afirma Lisa M. Borders, presidente da Coca-Cola Foundation. "Acreditamos que nosso financiamento vai ajudar a mudar o destino econômico de centenas, se não milhares, de estudantes afro-brasileiros que buscam uma educação melhor.”


 A Coca-Cola Brasil tem uma longa história de apoio ao movimento negro no país. Desde 2005, por exemplo, a empresa apoia ações realizadas pela Afrobras, organização que trabalha pela inserção socioeconômica, cultural e educacional dos jovens negros brasileiros. A Afrobras mantém a Faculdade Zumbi dos Palmares, única universidade negra da América Latina, e realiza o Troféu Raça Negra, ícone da identidade afro-brasileira.Além de dar continuidade a essa parceria, a empresa irá ampliar suas iniciativas destinando recursos para entidades como o Instituto Cultural Steve Biko (Salvador – BA). Com foco no acesso de estudantes de escola pública ao ensino superior, a instituição irá ampliar de forma significativa suas vagas em cursos pré-vestibulares e de inglês, e, também melhorar sua infraestrutura. O jornal comunitário Voz das Comunidades, sediado no Complexo do Alemão (Rio de Janeiro - RJ), usará a verba para reconstrução da redação, destruída por um incêndio no ano passado. O Instituto Feira Preta (São Paulo - SP), o Instituto Mídia Étnica (Salvador – BA) e a ONG Ser–Alzira de Aleluia (Vidigal – RJ) são alguns dos outros projetos que se beneficiarão do investimento. Mais parcerias vão surgir a partir da criação de um fundo, que está em desenvolvimento e será objeto de um edital, voltado para o avanço cultural da população afro-brasileira.Para Joe Beasley, que atuou na seleção das instituições beneficiadas, a iniciativa é inovadora. “Esperamos que, em um futuro próximo, outras empresas se inspirem a se envolver no apoio de programas em prol dos afrodescendentes no país”, afirma ele que, por meio da fundação que leva seu nome, contribui com projetos de inclusão socioeconômica de negros em todo o mundo. 

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