23 de jan de 2014

Produtores de orgânicos inovam para aumentar a produtividade

Produtores orgânicos estão adaptando ferramentas e equipamentos antigos para aumentar a produtividade na agricultura e caminham muito bem. Segundo o estudo do professor associado da Faculdade de Engenharia Agrícola da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Mauro José Andrade Tereso, dados divulgados no ano passado pelo Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA) mostram que anualmente 90 mil novos produtores orgânicos surgem no mercado brasileiro, sendo 85% deles agricultores familiares.

Com base nessas informações, os pesquisadores investigaram as condições de trabalho e as inovações tecnológicas na agricultura orgânica, entre maio de 2010 e maio de 2013.

Um terço das Unidades de Produção de Agricultura Orgânica (Upao) dedicadas ao cultivo de hortaliças foram analisadas, número que equivalia a 33 unidades certificadas em São Paulo. Nas propriedades que se destacaram, os gestores tinham entre 40 e 60 anos e a ausência de tecnologia ocasionava uma carga de trabalho elevada e dificuldades na execução das tarefas.



Como os trabalhos são realizados manualmente, os agricultores buscam novas tecnologias e desenvolvem técnicas próprias para aumentar a produtividade: organizam melhor a forma de trabalho e a comercialização dos produtos. 

De acordo com o divulgado pela Agência Fapesp, ligada ao Fundo de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, os especialistas concluíram que quando o mercado oferecer equipamentos específicos para a agricultura orgânica, a produtividade pode ser até maior do que na agricultura convencional.

Uma das diferenças entre a agricultura convencional e a orgânica é a diversidade de produtos. Como a orgânica trabalha, às vezes, com mais de 60 tipos de alimentos em uma propriedade, os agricultores podem se tornar altamente qualificados. A rotação de culturas e as opções de comercialização, segundo a pesquisa, são importantes para a competição no mercado.

O estudo, apoiado pela Fapesp, contou com a participação de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), da Unicamp, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
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