13 de fev de 2014

32% das marcas não contêm o teor de polpa ou suco de fruta exigido por lei. Saiba quais passaram no teste do IDEC #conversasdecozinha

Como mãe, eu leio os rótulos e já sabia disso, mas vale a pena compartilhar agora que o IDEC se manifestou. 



Uma pesquisa realizada pelo Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), feita com 31 amostras de diferentes sabores, mostra que 32% das marcas testadas não contêm o teor de polpa ou suco de fruta exigido por lei.

O objetivo era verificar se os produtos cumprem os principais requisitos de qualidade e de identidade previstos na Instrução Normativa (IN) n° 12/2003 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), analisando itens como o teor de fruta e a quantidade de açúcar.

Entre as marcas testadas pelo instituto estão Activia, Camp, Dafruta, Dell Vale, Fruthos, Maguary e Sufresh. 

Todas as amostras foram aprovadas na maioria dos quesitos técnicos, como acidez total. Porém, no que diz respeito à quantidade de fruta, dez produtos (32%) foram reprovados: eles simplesmente não contêm o teor de polpa ou suco de fruta exigido por lei - o percentual mínimo de fruta varia de 20% a 40%, dependendo do sabor do néctar.

A Maguary teve o pior resultado: três dos cinco néctares da marca avaliados têm uma quantidade menor de fruta do que o esperado. As marcas Camp, Dafruta, Fruthos e Sufresh tiveram, cada uma, dois sabores reprovados nesse quesito. 

Somente as bebidas da Activia e da Dell Vale foram aprovadas em todos os sabores.

Em comunicado, o grupo Ebba que administra as marcas Maguary e Dafruta esclareceu que a empresa tem um laudo da Unesp e um atestado do Ministério da Agricultura que demonstram que os produtos citados pelo IDEC estão dentro dos padrões de qualidade exigidos pelo governo. Segundo o comunicado, o próprio IDEC diz que “não existe análise padronizada para a avaliação do percentual de fruta”, razão pela qual a metodologia aplicada pelo laboratório contratado pela instituição (Eurofins) não é reconhecida oficialmente pelos órgãos que regem o regulamento".

Ana Paula Bortoletto, nutricionista do Idec, afirmou que considera o resultado do teste grave e atesta que, para ser chamada de “suco”, a bebida deve ter, em sua composição, só fruta (e água, em alguns casos) e não pode conter substâncias “estranhas”. Já o néctar, além de apresentar só uma parcela de fruta, ainda contém açúcar e aditivos químicos, como corantes e antioxidantes. "Essa confusão [entre néctar e suco] é reforçada pelo uso ostensivo de imagens de frutas nas embalagens dos néctares, passando a falsa impressão de que a bebida é natural", destaca Ana Paula.
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