10 de fev de 2014

Manual de Etiqueta do Isoporzinho - será que daqui a pouco vai ter "isoporzinho gourmet"? Ou "a graça do Isoporzinho é a falta de regras"...



Faço parte do grupo que saiu do Sul, parou em Sampa e ama o Rio.

Penso que até moraria lá, apesar de tantas coisas complicadas que ouço da minha irmã, que mora lá desde 2006, porque as boas coisas da vida carioca compensam praticamente todo o resto.

A melhor parte do Rio, apesar da paisagem linda (certamente abençoada por Deus e bonita por natureza), é o povo. Tenho queridos amigos cariocas da Zona Sul, Zona Norte, do outro lado da ponte (de Niterói e da Região dos Lagos), de comunidades como o Alemão, e todos têm uma coisa em comum: são pessoas deliciosas no convívio

E o são porque são naturalmente cariocas. Sem regras, sem obrigações, sem complicações onde não precisa

Daí que, ao me deparar com regras para a nova moda carioca, tão gostosa e convidativa quanto o carnaval de rua que sai pelos bairros e a empadinha no muro da Urca (sem cadeira, nem garçom), eu achei que era piada. Mas não era. 

Enfim, no Manual de Etiqueta do Isoporzinho tem umas coisas que podem até ter utilidade em encontros de amigos e, quem sabe, definir um novo jeito de reagir aos abusos do comércio em certos locais (quem aí não faria um "isoporzinho no aeroporto?").

As regras de etiqueta são de Guigga Tomaz, organizador do primeiro evento no Facebook e administrador dos encontros pela cidade.
Para se juntar ao movimento, separamos algumas r (quinta-feira que vem tem), para você não pagar mico com as gatinhas(os) do Isoporzinho.
1) Todos São Bem Vindos
Isoporzinhos são eventos democráticos, seguem a linha dos blocos de Carnaval, pode levar a amiga, a vizinha, o personal trainer, a tia-avó, o periquito e o porquinho da Índia.
2) Vale Agregar no Isopor do Amigo
Leva isopor quem tem, e pode. Se não deu, compre bebida (gelada, de preferência) e agregue valor ao isopor do amigo ou do desconhecido. Ah, e cada um se serve, né?
3) Olha o Lixo!
A ocupação de espaços públicos requer esse cuidado. Leve seu saquinho de lixo, ou monte seu acampamento a uma curta distância da amiga laranjinha.
4) Isopor é feito de Isopor
Por mais óbvio que possa parecer, as pessoas costumam se esquecer da fragilidade do material. Sentar ou apoiar coisas no isopor não é legal, e o resultado pode ser catastrófico.
5) Sal no Gelo
Para conservar o gelo. E, mais importante ainda, se a quantidade de cerveja for desproporcionalmente maior do que a de água congelada.
6) As Bebidas
A cervejinha de todo dia é o principal recheio dos isopores, mas vale levar aquela garrafinha de vinho, de Dom Pérignon (por que não? só não se esqueça que o evento é contra preços absurdos) e uma de água.
7) O Copo
Se puder levar seu próprio copo reutilizável, melhor. Prefira os de papel aos de plástico.
8) Vizinhança
Sim, é como bloco de carnaval mesmo. Vai ter gente que vai chiar, alegar o direito de ir e vir, mas é aquela história – existe um mundo melhor, mas é um pouco mais caro.


No mais, a graça do Isoporzinho é a falta de regras, o próprio Guigga Tomaz conta ”outro lado bom do Isoporzinho é a falta de mesa separando grupos, está todo mundo junto”.

P.S. E de isoporzinho com amigos eu entendo, afinal, todo sábado faço uso do meu no Juventus e, quando posso, em piqueniques ou viagens. ;-)

P.P.S. E sobre os abusos de preços, vale ver esta reportagem:


P.P.P.S. Já tem bar lucrando com a ideia. O Carioca da Gema, na Lapa, está oferecendo seu próprio isoporzinho, com cerveja vendida quase a preço de camelô (quase, pois "não dá para competir com gente que não paga imposto") e as seis latinhas vendidas no balcão por R$ 39,60, agora, num esquema “combo” (seis latas já acomodadas na caixa de isopor) saem a R$ 28. ;-)


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