10 de fev de 2014

Racionamento? Apagão? A falta de chuva pode custar mais caro para todos nós do que parece!



Muita gente se incomoda com o racionamento de água que parece quase inevitável na cidade de São Paulo. Mas este pode não ser o único problema em decorrência da falta de chuva. 

Como algumas áreas do estado de São Paulo estão sem chuvas há 40 dias e as temperaturas estão elevadas, muito acima das médias históricas, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) começou a avaliar os danos provocados pelo atípico tempo quente e seco.

O que preocupa é a evapotranspiração, diminuindo a disponibilidade hídrica no solo e agravando o problema da estiagem. O estresse hídrico é muito severo. 

"Em certas regiões, algumas atividades já registram perda de até mais de 50% nas lavouras e, se não chover nos próximos dias, o prejuízo poderá ser total."

O que isso quer dizer? 

Preços mais altos e falta de produtos no mercado. 

Veja só: no oeste do Estado, em Araçatuba, produtores de milho estão oferecendo suas áreas para produção de silagem, a fim de minimizar as perdas, pois já não acreditam em produção satisfatória de grãos. Animais têm sido vendidos e/ou transferidos para outras áreas, pois as fontes de água secaram.

Veja as culturas mais prejudicadas:
  • nas culturas de milho e soja: as perdas tendem a ser elevadas, acima de 35%
  • na soja: o calor elevado provoca aborto das flores e menor formação de vagens na soja e em estágios mais avançados, a seca tem impedido o adequado enchimento dos grãos
  • no milho: em certas regiões, as perdas já são de 50% e, se não chover nos próximos dias, podem ser totais
  • na cana-de-açúcar: os prejuízos são mais difíceis de serem quantificados, mas a seca traz impacto para os canaviais novos, que serão cortados no fim da safra 2014/2015. Nas áreas com plantios novos, a umidade do solo é mais crítica, por causa da menor cobertura
  • na laranja: os frutos têm seu desenvolvimento comprometido com a seca nesta fase e as laranjas tardias da safra 2013/2014 estão murchas, enquanto as da próxima safra merecem adequada avaliação
  • no café: a baixa umidade e as altas temperaturas na fase de granação resultam na má formação de grãos, que ficam irregulares, por isso, embora ainda não tenham estimativas da perda em volume, os produtores já contam com prejuízos expressivos na qualidade
E o gado segue o mesmo. As pastagens estão secas e, além da perda de peso do gado, outro problema é matar a sede do rebanho, pois muitos açudes, lagoas e córregos secaram.

A meteorologia estima que o clima quente e seco deve persistir nos próximos 10 dias e que uma redução das temperaturas médias comece a partir de 20 de fevereiro, com retorno regular das chuvas em março. Mas, sem perspectiva de chuva próxima, o clima de desânimo é crescente entre os produtores.

P.S. A Faesp critica a falta de um eficiente seguro rural: "é inacreditável que no Brasil, um país de clima tropical e, portanto, sujeito às intempéries, não exista ainda um seguro rural amplo e efetivo capaz de assegurar renda aos empreendedores rurais".
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