12 de mar de 2014

Taxa de obesidade infantil tem queda de 43% nos EUA - mas o Brasil continua crescendo!

Hambúrguer, refrigerante, pizza, batata frita, sorvete, bolacha, chocolate. Seja nos corredores dos supermercados, nas praças de alimentação, ou mesmo em casa, diante da TV, o apelo do fast-food e das guloseimas é enorme – e responsável pelo desequilíbrio da dieta das crianças e aumento dos índices de sobrepeso. Os Estados Unidos conseguiram diminuir a taxa de obesidade infantil pela primeira vez na última década. A boa notícia vem de um estudo divulgado na Revista da Associação Médica Americana (Jama, em inglês), que mostra que, hoje, um em cada três americanos apresenta obesidade durante a vida adulta – o número se manteve estável nos últimos dez anos. 


Em 2004, 14% dos americanos entre 2 e 5 anos de idade eram consideradas obesos. Atualmente, o número caiu para 8%, ou seja, uma redução de 43%. O motivo da queda ainda não é totalmente conhecido, mas os pesquisadores acreditam que se deve, principalmente, à diminuição do consumo de bebidas açucaradas e ao aumento da amamentação no peito.


“A obesidade está associada à má alimentação e à falta de atividade física”, explica Louise Cominatto, endocrinologista infantil do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas (SP). Segundo a médica, existem fatores associados à doença desde a gestação, como o excesso de ganho de peso da mãe. “Crianças que não mamam no peito e que são introduzidas precocemente a alimentos muito calóricos também tendem à obesidade”, diz.


A queda da obesidade infantil nos EUA indica uma tendência positiva para a saúde das crianças. “No curto prazo, a obesidade traz problemas de adaptação social, como o bullying que as crianças podem sofrer”, diz Lucas Zambon, clínico-geral e supervisor do pronto socorro do Hospital das Clínicas (SP). Segundo ele, quem cresce obeso está mais sujeito, no futuro, a doenças como diabetes e hipertensão.




A doença tem se espalhado tanto que a Organização Mundial da Saúde (OMS) a considera uma epidemia global. 


“A obesidade pode ser chamada de epidemia porque atinge um grande número de pessoas, de diversas faixas etárias, em todo o mundo”, explica Zambon.


Enquanto nos Estados Unidos as crianças estão contornando o problema, a situação no Brasil continua preocupante. Os números mais recentes são de 2009, divulgados pelo IBGE, para a faixa de 5 a 9 anos de idade. Segundo o levantamento, naquele ano, o Brasil tinha 16,6% de meninos obesos e 11,8% de meninas obesas.


“Hoje em dia, os pais perdem a noção do peso dos filhos. Muitos não fazem as visitas de rotina ao pediatra, não pesam, não medem. Quando a criança já está obesa, é mais difícil de tratar”, diz Louise. Por isso, a receita para evitar problemas com a balança é aquela que você já sabe: alimentação saudável. Afinal, prevenir é sempre a melhor solução.

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