19 de mai de 2014

Ela tem nome de batata, cara de batata e a mesma origem da batata, mas está mais para mandioca: Batata Doce!

Quando eu era criança, batata-doce era sinônimo de uma só coisa: doce!

Nunca imaginaria o que hoje se faz com este tubérculo. Ops, isso também está errado, sabiam? Na verdade é uma raiz, como a mandioca.



Originária do Peru, é conhecida desde séculos antes de Cristo e foi levada pelos pré-colombianos para as ilhas do Pacífico no século 13. Mas foi no começo do 16 que ela ganhou o mundo, quando foi levada para a Espanha. De lá, segundo o The Oxford Companion to Food, de Alan Davidson, espalhou-se pela Europa, Filipinas, Índia e China.
No Brasil, foi disseminada com as expedições colonizadoras, mas "existem outras incontáveis variedades, mais regionais, conhecidas apenas onde são cultivadas”, diz Luís Antonio Suíta de Castro, da Embrapa Clima Temperado. E a região pode definir as peculiaridades. Os tipos de batata-doce espalhados pelo mundo, trazem receitas antigas e novas.

A batata-doce já era usada na culinária indígena e, como eu conheci com minha avó japonesa, era comum assada na brasa, em baixa temperatura e com casca. Minha sogra, legítima paulistana, fazia frita, para servir em substituição à batata tradicional.

Nutrientes e calorias:

A batata-doce é rica em carboidratos, fornecendo em cada cem gramas, 116 calorias. Contém ainda grande quantidade de vitamina A, além de vitaminas do Complexo B e sais minerais como Cálcio, Fósforo e Ferro.
A vitamina A é indispensável à vista, conserva a saúde da pele, auxilia o crescimento e evita infecções. As vitaminas do Complexo B (B1 e B5) evitam problemas de pele e ajudam na regularização do sistema nervoso e do aparelho digestivo. Os minerais, por sua vez, contribuem para a formação dos ossos, dentes e sangue.
Como comprar e armazenar:

Para ter certeza da boa qualidade da batata doce na hora de comprar, verifique se a superfície está limpa e firme, sem cortes ou sinais de picadas de insetos. E para conservá-la por até 15 a 20 dias em boas condições, deixe-a em lugar seco e arejado, longe da luz e de insetos.

Quer saber os tipos mais comuns no Brasil?

BRS Amélia



Assada ou cozida tem textura úmida e macia. O sabor é extremamente doce e a casca rosada solta mais facilmente da polpa de cor alaranjada.

BRS Cuia



Tem casca e polpa creme em tonalidades distintas. É uma variedade com tamanho médio maior que as demais e, por isso, mais utilizada em processos industriais.

BRS Rubissol



A casca tem cor púrpura intensa e a polpa é creme, quase amarela. É mais doce e tem textura farinhenta depois de cozida ou assada.

Beauregard



A intensa cor laranja da polpa se deve à grande quantidade de betacaroteno. Mas isso não se vê de fora: a casca não tem nada alaranjado, é completamente rosa arroxeada.

P..S. E vale ver no especial do Paladar quais são os chefs paulistanos que incluem esta delícia no cardápio.

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