21 de jul de 2014

Nutrólogo afirma que refrigerante pode fazer parte de uma vida saudável

Eu acredito que o segredo da felicidade está no Caminho do Meio.

Este conceito do budismo (religião dos meus avós, que não sigo diretamente, mas respeito), da busca de uma vida vivida num caminho que não passa pela luxúria e pelos prazeres sensuais, mas que também não passa pelas práticas de mortificação do corpo, me parece o mais acertado em tudo.

Na alimentação, eu, que já fui vegetariana radical e paguei caro com minha saúde por este extremismo, sigo o mesmo preceito há 20 anos. Me alimento bem, procuro comer com muita frequência comida caseira saudável e não me privo de indulgências, como tomar vinho e refrigerante, por exemplo, em momentos de celebração da vida.

Claro que, como mãe, obedeço o bom senso e sigo as orientações de especialistas. Assim como meus filhos adolescentes não podem beber álcool, minha bebê nunca tomou refrigerante ou bebidas artificiais - não só refrigerantes, mas também sucos em pó, por exemplo.

E por falar em refrigerante, foi por conta dele que eu resolvi escrever este desabafo pessoal. Li uma notícia na qual o presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), Durval Ribas Filho, afirma categórico que o refrigerante pode fazer parte de um estilo de vida saudável.

O médico nutrólogo afirma que o problema está no excesso de consumo, e não no produto em si. "

Caminho do Meio, entendem?
;)

Veja os mitos sobre refrigerante que o médico desmistifica:



  • O que é o refrigerante? É água com corante e açúcar. Portanto, se a pessoa, ao invés de ingerir água, beber o refrigerante, estará consumindo água com açúcar, um componente energético à base de carboidratos. O grande problema está no consumo exagerado.
  • Até hoje, absolutamente nenhum trabalho conseguiu mostrar ou provar que, na quantidade em que se deve ser consumido o refrigerante, o corante e o aromatizante seriam suficientes para favorecer o desenvolvimento de doenças.
  • A principal diferença entre as gerações atuais e a passada é a forma como o refrigerante é usado. Antes, o refrigerante era consumido, na maioria das vezes, no final de semana. Não havia o excesso. 
  • E o refrigerante também pode ajudar na hidratação, uma vez que a água compõe entre 87% e 99% da bebida e o sabor incentiva as pessoas a consumirem mais líquido.
  • O açúcar presente no refrigerante costuma ser apontado como o argumento mais forte para se evitar a bebida. Um copo de 200ml contém aproximadamente 20g de açúcar, o que corresponde a duas colheres de sopa. Vale lembrar que todo alimento que contém açúcar deve ser consumido de acordo com o estilo de vida da pessoa. 

O nutrólogo afirma que o consumo consciente do açúcar implica em estabelecer uma boa relação entre a quantidade ingerida e o gasto calórico de cada um, ou seja, o consumo deve ser individualizado.



Segundo ele, é preciso levar em consideração a presença do refrigerante na cultura da sociedade moderna e, ao invés de atacá-lo, descobrir formas de conviver saudavelmente com a bebida. O refrigerante já faz parte da nossa história há quatro gerações. Em vez de combatê-lo, é necessário investir na educação alimentar. 

E eu incluo que precisamos investir no incentivo à prática esportiva, afinal, de que adianta reduzir calorias e não sair para fazer atividades físicas ao ar livre, não tomar sol, não conviver com pessoas, não dormir direito?



A vida saudável é feita de equilíbrio, não de radicalismo. É um caminho do meio. 

:)

P.S. Claro que eu fui saber mais do médico: graduado pela Faculdade de Medicina de Catanduva (1980), mestrado em Medicina Interna pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (1997) e possui doutorado em Medicina Interna pela Fundação Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto também em 1997. Atualmente é o Presidente eleito da Associação Brasileira de Nutrologia, coordenador médico do Departamento de Nutrição e Dietética do Hospital São Domingos e professor de Saúde do Instituto Municipal de Ensino Superior.
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