10 de mar de 2015

"Pais erram ao oferecer papinha para os filhos", afirma pediatra espanhol


"Pais erram ao oferecer papinha para os filhos". 

E a gente concorda: nossa Manu sempre comeu a mesma comida da família - nos primeiros meses amassadinha, mas bem antes de 1 ano de idade ela já comia arroz com feijão sem amassar, carninha e salada picadinhos. 

Hoje, prestes a completar 2 anos, ela come muito bem - de fazer inveja a muita gente! - mas como diz o pediatra no texto abaixo, não gosta de absolutamente tudo. Ela tem suas preferências e cabe a nós fazer o equilíbrio no cardápio.



O pediatra espanhol  Carlos Gonzalez, autor de vários livros e fundador da Associação Catalã de Amamentação, explica que estamos fazendo tudo errado. O erro, explica o médico, começa quando trituramos as comidas para dar em formato de papinhas na introdução alimentar dos bebês. Segundo ele, há crianças que chegam aos dois anos sem saber mastigar ou que têm ânsia pois não sabe lidar com pedaços sólidos de comida.

Para Gonzalez, a criança deve comer sozinha e experimentar os pedaços de comida que são ofertados. “A criança está aprendendo o que é importante ela levar a boca, mastigar, distinguir os sabores”, diz. As crianças comem pouco, ou seja, não adianta esperar que ela coma um prato de adulto por isso a importância de ser dada a comida em pequenas porções.

O pediatra diz que não existe nenhuma criança que “come de tudo” pois também não existe nenhum adulto que “come tudo.” “Assim como os adultos, eles vão comer o que gostam. Nós, adultos, já fazemos essa seleção do que gostamos ou não ao ir ao mercado fazer as compras. Selecionamos o que gostamos e não e nossos filhos podem ter gostos diferentes dos nossos”, explica.

Gonzalez ressalta que não adianta nos preocuparmos apenas com a alimentação que daremos nos primeiros meses de vida e deixar que as crianças aos dois anos comam doces, refrigerantes e batatas fritas industrializadas. Para ele, a preocupação dos pais deve ser não só com o que o filho come nos primeiros anos de vida, mas o que vai comer pelos próximos 30, 60 anos.

O pediatra ressalta que os médicos não deveriam ensinar os pais como preparar as papinhas de legumes, mas como fazer um cardápio saudável para a família toda.
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