27 de jul de 2015

Secagem de Banana: Uma investigação Teórica e Experimental


Você também se perguntava porque apesar de termos tantas frutas, nós exportamos pouco?

A gente sempre falava sobre isso.

E temos acompanhado notícias sobre o tema.

Hoje o Tião Santos, nosso amigo do Jardim Gramacho, no Rio, compartilhou uma notícia super interessante:


Um projeto de beneficiamento de banana, desenvolvido pelo professor doutor em Física, Raimundo Pereira de Farias, vinculado ao Centro de Ciências Humanas e Agrárias (CCHA) da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Câmpus de Catolé do Rocha, foi agraciado com mais um prêmio internacional. O artigo científico “Uma investigação teórica da secagem de banana, usando o modelo de difusão” ficou entre os vencedores da 11ª Conferência Internacional Sobre Difusão em Sólidos e Líquidos, realizada recentemente em Monique, na Alemanha.

Durante a conferência, o professor Raimundo apresentou o painel “Secagem de Banana: Uma investigação Teórica e Experimental”. O artigo fez parte da tese de doutorado do professor, recebendo elogios de pesquisadores de vários países presentes no evento, como Brasil, França, Portugal, Alemanha, China, Espanha, Rússia, Itália e Estados Unidos. O trabalho mostra como se dá o processo de secagem da fruta.

Pela conquista, o professor recebeu um certificado e premiação simbólica em dinheiro. Em 2013, ele foi destaque na 9ª Conferência de Difusão de Sólidos e Líquidos, realizada em Madrid, na Espanha, com o mesmo painel sobre a secagem da banana. No ano passado, o professor teve dois artigos de sua autoria publicados no livro “Transport Phenomena And Dryng of Solids and Particulate Materials” (em português, “Fenômeno de transporte e secagem de sólidos e materiais particulares”).



Em seu projeto, o professor procurou criar uma forma que torne o tempo da banana mais duradouro, favorecendo, assim, as exportações. O produto é desidratado e fica no ponto de embarcar para países distantes de forma seca, o que aumenta o seu tempo de vida útil. Com o processo desenvolvido pelo professor da UEPB, o produto típico do Nordeste pode passar até seis meses para ser consumido.

“Você beneficia uma fruta como a banana para poder ter condições de fazer comércio com qualquer país do mundo. O benefício de secagem é que você prolonga a vida útil da fruta”, explicou professor Raimundo, acrescentando que sua pretensão é que o projeto se transforme em uma alternativa para impulsionar a cultura da banana no Sertão, favorecendo a economia da região.

O pesquisador ressaltou que, além de seca, a banana precisa ser bem embalada, visto que ela começa a adquirir umidade com o tempo. Segundo o professor Raimundo, a banana é uma fruta de elevado valor nutricional. É boa fonte energética, possuindo alto teor de carboidrato-amido e açúcares. Contêm ainda teores consideráveis de vitaminas.

Sob o ponto de vista tecnológico e comercial, devido à grande variedade de vitaminas e nutrientes, o aproveitamento para consumo in natura e industrial tem sido elevado. O processamento de bananas para obtenção de produtos elaborados tem sido direcionado para farinha, cremes, flocos, passas, purês, néctares, geleias, bananadas, balas, vinagres, vinhos, licores, sucos, bolos, tortas, rapadura, entre outros produtos.
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