25 de ago de 2015

O leite de vaca e seus derivados não são insubstituíveis

O texto abaixo eu vi no site da Gisela Savioli, nutricionista graduada pelo Centro Universitário São Camilo com especialização em Saúde da Mulher no Climatério, Nutrição Clínica e Funcional pela Faculdade de Saúde Pública da USP, e em Fitoterapia pelo CVP-Unicsul. É membro do Conselho Brasileiro de Fitoterapia (CONBRAFITO), e também da Association Médicale Internacionale de Lourdes – França. Além disso tudo, pasmem, ela é jornalista.


Ela começa dizendo...
Sim, eu também desaconselho o uso de leite de vaca (ou de qualquer outro animal) e todos os seus derivados. É um dos alimentos que mais contêm proteínas de difícil digestão e um dos mais polêmicos quando se fala em tirar do dia a dia.
Incrível como a mídia conseguiu colocar na cabeça das pessoas que leite de vaca é um alimento insubstituível.
E me ganhou com isso:
"Insubstituível é o leite materno para o bebê até 6 meses de vida, quando nem água deve ser ofertada. Apenas o leite da mãe basta. Ele tem absolutamente tudo que o bebê precisa nesse período."


Leia tudo e tire suas conclusões:
Sempre faço algumas reflexões com meus pacientes, como por exemplo:
— Qual é o único mamífero na natureza que continua mamando depois de ter dentes? E ainda por cima leite de outra espécie? 
E claro que as mulheres sempre perguntam: 
— Mas como vai ficar meu cálcio?
E eu devolvo com outra pergunta seguida da resposta: 
— De onde vem o cálcio do leite da vaca se ela não mama? Das folhas verde-escuras do pasto. Por isso a importância de consumi-las e tomar suco de couve todas as manhãs. 


A natureza não seria incoerente em nos dar apenas uma fonte de cálcio na forma de leite de vaca e seus derivados, senão como fariam as mulheres das aldeias indígenas no meio do Amazonas, onde não existe gado leiteiro? Por acaso elas sofrem de osteoporose? Os filhos não se desenvolvem adequadamente?
A literatura mostra que existem mais de 25 frações proteicas alergênicas nesse tipo de leite.
Quando comparamos ao leite humano, o leite de vaca tem muito mais proteína (claro, é para um bezerro, não para um bebê), fazendo que haja uma sobrecarga tanto no sangue quanto no rim.
Proteína em excesso “acidifica” o sangue. O valor normal do pH3 sanguíneo deve ser de 7,4. Abaixo desse valor, a acidez do sangue torna-se um ambiente propício para o desenvolvimento de fungos, bactérias e vírus. Por isso, sempre que nosso sangue “acidifica”, o corpo procura corrigir imediatamente isso, e a forma de compensar esse desequilíbrio é justamente retirando o cálcio dos nossos ossos e jogando no sangue.
E não para por aí. A sobrecarga renal do excesso de proteína também ajuda a eliminar mais cálcio pela urina. A própria quantidade de cálcio contida no leite da vaca é três vezes maior que a do leite materno, mas sem o equilíbrio de outros minerais indispensáveis para sua boa absorção e seu posterior uso.
Entre as frações proteicas alergênicas do leite de vaca existe uma proteína chamada betalactoglobulina, que o leite humano não tem; por essa razão não conseguimos digeri-la adequadamente.
Todas essas proteínas que conseguem atravessar a parede intestinal trazem uma série de consequências pró-inflamatórias, dando início a diversas doenças, como a própria obesidade, mãe hospedeira de outras tantas patologias, como a depressão.
Outra proteína complicada do leite da vaca é a caseína, que, como o glúten, forma caseomorfina, levando às mais diversas complicações emocionais (dependendo do gatilho genético de cada pessoa) e desenvolvendo uma relação de vício pelo alimento.
Porém, se temos facilidade em localizar a presença do glúten nas embalagens dos alimentos, o mesmo não ocorre com a proteína do leite de vaca, que, por ter um custo muito baixo, serve de matéria-prima para diversas áreas da indústria alimentícia.
Então, se tentamos fugir do glúten e do leite de vaca, percebemos que a indústria alimentícia nos oferece a soja como grande alternativa.

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