1 de fev de 2016

Antes de optar por um peixinho para o almoço, que tal saber mais sobre o modo que esta espécie é capturada para o comércio?



Basta você olhar para uma capa de revista de saúde para ler: coma peixe.

Mas pelo que andei lendo, esta opção anda comprometida!

No #colabora, o jornalista José Eduardo Mendonça chama atenção para o que a pesca pesada o longo da história recente tem feito para o meio ambiente.

Os peixes grandes, que produzem as ovas maiores e mais saudáveis, estão sendo tirados da água em quantidade descontrolada, mesmo com programas de manejo e conservação. Segundo ele, a situação é mais grave no Atlântico Norte, onde a vasta maioria das espécies, como bacalhau, solha e linguado experimentam queda em seus números. No Pacífico Norte as alterações são menos significativas.

Veja alguns dados sobre o tema:

  • A diminuição dos estoques afeta na verdade o mundo todo, em menor ou maior escala. O Oceano Índico, por exemplo, que contém cerca de 20% da água da superfície da Terra, e banha Ásia, África e Austrália, sofre com o aquecimento rápido. “Ele está tendo um papel importante ao reduzir os fitoplânctons em até 20%”, disse ao Indibay o cientista Matthew Roxym, do Centro de Pesquisa da Mudança do Clima do Instituto Indiano de Meteorologia Tropical. “Esta queda alarmante aconteceu nas últimas seis décadas. Uma região produtiva poderá se tornar um deserto ecológico”.
  • O aumento dos níveis de carbono pode intoxicar espécies marinhas. As concentrações na água alcançariam níveis altos o bastante para desorientá-los, uma festa para os predadores, segundo a Science World Report.
  • A capacidade de reprodução de populações de peixes se encontra em declínio em todo o mundo. É o que diz estudo publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences. “Até onde sabemos, é o primeiro estudo em escala global a documentar o fato”, afirma Gregory Britten, estudante de doutorado da Universidade da Califórnia-Irvine. Britten e colegas se debruçaram sobre uma base de dados mundial de 262 pontos de pesca comercial em dezenas de grandes ecossistemas marinhos no globo. E observaram um padrão de declínio em peixes juvenis (aqueles que ainda não chegaram à idade de reprodução) intimamente relacionado ao declínio na quantidade de fitoplâncton na água. Estas minúsculas algas são a base da cadeia alimentar marinha.
  • Jon Hare, oceanógrafo da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica, dos EUA, é mais cauteloso. Segundo disse ele ao Wather Channel, são necessárias mais análises de espécies individuais e “as estimativas, são por enquanto, apenas estimativas”, acrescentando que “temos atualmente uma boa ideia de como os peixes serão afetados, em 20, 30, ou mesmo 50 anos, e devemos responder. Além disso, é difícil”.
O fato é que, como lembrou Mendonça, "os peixes minguam, populações migram em massa com o aquecimento das águas, a acidificação do oceano ameaça a base de sua cadeia alimentar". 


(Imagem: Freeimages)
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